Museu do Diamante e Museu Victor Meirelles disponibilizam seus acervos na web, com a plataforma Tainacan

Dois museus da rede Ibram disponibilizam online, a partir do hoje, seus acervos museológicos na plataforma Tainacan, são eles o Museu do Diamante, em Minas Gerais, e o Museu Victor Meirelles, em Santa Catarina.

Do acervo do Museu do Diamante, estão disponíveis 130 objetos. São obras relacionadas à exploração do diamante, arte sacra, mobiliário, instrumentos musicais, dentre outras, que refletem a temática do Museu e estão, em sua maioria, no circuito expositivo.

Tainacan-MuseudodiamanteO Museu do Diamante possui 1.677 peças catalogadas e 806 fotografias de ruas, casas, monumentos, de personalidades de Diamantina e sobre mineração e garimpo na região, totalizando 2.485 bens culturais. Muitos objetos estão em reserva técnica e em processo de pesquisa de procedência. A medida que estas pesquisas obtiverem mais informações, novas peças serão incluídas na plataforma.

Em 2018, o Museu do Diamante contratou serviços especializados para o registro fotográfico do seu acervo, para a criação de um banco de imagens em alta resolução. Essa ação foi fundamental para que a disponibilização do acervo através do Tainacan tivesse maior êxito.

No final daquele mesmo ano, o Museu realizou uma parceria com o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Escola de Belas Artes da UFMG, que viabilizou a higienização de uma parte expressiva de objetos do acervo. Essa ação possibilitou que os objetos estivessem em melhor estado de conservação para registro das imagens.

A administradora, Juliane Nicolle Câmara, que coordenou a implantação da plataforma Tainacan no Museu do Diamante, comentou que a expectativa da equipe é promover uma maior fruição entre o público e a instituição, e que isso mobilize os visitantes para conhecer o Museu de perto.

Museu Victor Meirelles

O Museu Victor Meirelles (MVM) disponibilizou todo o seu acervo museológico, totalizando 235 itens, que estão divididos em duas coleções: a Coleção Victor Meirelles e a Coleção XX e XXI.

Tainacan-MuseuVictormeirellesO Museu já possuía imagens com boa resolução de grande parte do acervo, capturadas em outros momentos, seja por contratação de empresa terceirizada, seja realizadas pela própria equipe do Museu. Recentemente o Museu Victor Meirelles adquiriu uma câmera fotográfica profissional e, com ela, foram captadas as fotografias das novas aquisições.

Para o museólogo do MVM, Rafael Muniz de Moura, a ferramenta tem uma ótima interface de pesquisa e um uso administrativo prático e intuitivo, o que vai facilitar o acesso à informação sobre o patrimônio preservado pelo Museu e atende à necessidade de publicização da documentação relativa ao seu acervo museológico.

Museu do Ouro faz 73 anos nesta quinta-feira (16) e lança site e acervo online

Pagina Acervo Museologico do Site Museu do Ouro1Nesta quinta-feira (16), o Museu do Ouro completará 73 anos de portas abertas ao público e, como parte das comemorações, lançará no sábado (18) seu site institucional onde também estará disponível o acesso online ao acervo do museu, por meio da ferramenta Tainacan. Inicialmente, a plataforma disponibilizará 50 itens, mas a intenção é que muito em breve todo o acervo possa ser consultado online.

“O objetivo é criar mais um meio de comunicação com o público, divulgando nossas ações e tornando o Museu mais acessível, não só para aqueles que vierem nos visitar fisicamente, mas também disponibilizando informações do nosso acervo museológico através da internet. Isso facilita a troca com outras instituições de memória e estimula o interesse em temas afins às nossas coleções”, declarou o diretor do Museu do Ouro, Paulo Nascimento.

Instalado na antiga Casa de Intendência e Fundição do Ouro da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, o Museu do Ouro foi criado em 1945, por meio do Decreto n° 7.483 e oficialmente inaugurado no dia 16 de maio de 1946. A instituição ocupa uma área total de 1.456 m², sendo 714 m² de área edificada. O acervo é constituído por objetos ligados à prática da mineração (séculos XVIII e XIX) e ao estilo de vida de parcela da sociedade deste período.

Museu do Ouro/Ibram em Sabará (MG)

Museu do Ouro/Ibram em Sabará (MG)

O Museu do Ouro possui ainda um arquivo histórico e uma biblioteca, localizados na Casa Borba Gato, edificação do século XVIII. O Arquivo Histórico Documental do museu começou a ser constituído em meados da década de 50 do século XX e compõe-se de documentação cartorial originada no século XVIII, nas Ouvidorias e Provedorias dos Cartórios do Primeiro e Segundo Ofícios da outrora comarca do Rio das Velhas. A Biblioteca possui cerca de 3.000 títulos registrados, entre os quais se encontram obras referentes à formação do Estado de Minas Gerais e do Brasil, arquitetura, história da arte, incluindo valiosa coleção de obras raras com edições que datam do século XVIII.

O Museu do Ouro/Ibram fica na Rua da Intendência, s/nº, no Centro de Sabará, município da região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e está aberto ao público de terça a sexta, das 10h às 17h; aos sábados e domingos, das 12h às 17h. Informações pelo e-mail: mdo@museus.gov.br ou pelo telefone (31) 3671-1848 ou (31) 3671-4099.

Semana de Museus

Ainda em comemoração ao aniversário do museu e dentro da programação da 17ª Semana Nacional de Museus, o Museu do Ouro realizará uma leitura dramática do conto “A morte da Porta-Estandarte”, obra do escritor sabarense Aníbal Machado, no sábado (18) às 19h. O evento contará também com palestra do Prof. Marcos Teixeira sobre o autor do conto e com exposição dos estandartes das principais agremiações carnavalescas de Sabará.

Museu Histórico Nacional disponibiliza online 500 pinturas do acervo

Acervo online do MHN, que integra a rede Ibram, já traz informações sobre 500 itens da pinacoteca do museu.

Acervo online do MHN, que integra a rede Ibram, já traz informações sobre 500 itens da pinacoteca do museu; na próxima etapa, serão disponibilizados outros 150 mil itens.

O Museu Histórico Nacional (MHN), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ), disponibiliza online, a partir desta semana, seu acervo de pintura com 500 itens.

O Acervo MHN oferece a pesquisadores e ao público em geral acesso a informações completas sobre as obras, além de mais de uma centena de imagens em domínio público para download gratuito.

A ideia é que, nos próximos anos, as imagens de todas as 500 obras que compõem a pinacoteca do museu estejam acessíveis online. Após as pinturas, o MHN pretende disponibilizar sua coleção numismática, que conta com mais de 150 mil itens.

O projeto é resultado de cooperação entre o Ministério da Cultura (MinC), Ibram e Universidade Federal de Goiás – por meio do Laboratório de Políticas Públicas Participativas (L3P). O MHN é o primeiro museu da rede Ibram, que administra 30 museus federais, a utilizar o repositório Tainacan para acervos culturais digitais.

Como funciona

O repositório é de simples navegação: no menu principal, encontram-se as informações sobre o uso das imagens disponíveis, assim como dá acesso à pagina do MHN – onde é possível conhecer, além do acervo museológico, os acervos arquivísticos e bibliográficos do museu que já se encontram online.
A partir de curadoria feita pela equipe do MHN, estão disponíveis, nessa primeira etapa, três exposições inéditas: “Marinhas – De Martino, “Retratos do império” e “Paisagens cariocas”.

A coleção de 15 telas do pintor italiano Edoardo De Martino (1836-1912), que se estabeleceu no Brasil entre 1867 e 1875, retrata as mais representativas batalhas navais da história brasileira. O MHN possui o maior acervo do artista no país.

O MHN possui uma representativa coleção de retratos do império brasileiro – realizados por diversos artistas entre o século XVIII e século XX. Na exposição “Retratos do império” estão presentes 54 pinturas que revelam diferentes fases de personagens da monarquia brasileira.

A cidade do Rio de Janeiro, desde os tempos coloniais, é uma personagem de grande destaque na pintura. Das telas ovais de Leandro Joaquim, realizadas no século XVIII, a pinturas onde se vê a transformação da cidade ao longo do tempo, são várias as feições do Rio que podem ser vistas nas 27 telas que compõem a exposição “Paisagens cariocas”.

Também é possível conhecer os itens mais acessados pelos usuários. Com o aperfeiçoamento da ferramenta, ainda em fase de testes, o público poderá, em breve, interagir com as obras e exposições em cartaz. Conheça o acervo online do Museu Histórico Nacional.