Evento debaterá desdobramentos da Abolição no MAb

18582194_1380516485329086_268400718037659322_nO Museu da Abolição (MAb/Ibram), em Recife (PE), recebe no próximo sábado (27) evento voltado ao debate e circulação de ideias em torno dos desdobramentos históricos da Lei Áurea, que foi sancionada em 1888 e aboliu a escravidão no Brasil.

Com uma programação que inclui palestras, rodas de diálogo, shows e oficinas, “Abolição para Quem? Debatendo o 13 de maio” vai abordar questões relacionadas às condições sociais da população negra no Brasil pós-abolição.

O principal objetivo é integrar movimentos sociais, estudantes, pessoas negras de diferentes faixas etárias, profissionais de diversos segmentos e todo público que tem interesse em conhecer melhor o tema e debatê-lo.

A participação no evento é gratuita, sendo exigida apenas inscrição online. O Museu da Abolição está situado à Rua Benfica, 1150 – Madalena, em Recife (PE).

Texto: Ascom/Ibram

Raimundo Cela ganha exposição retrospectiva no MNBA

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) - óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) – óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

O Museu Nacional de Bela Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ),  abriu nesta quarta-feira (28), a exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro. Trata-se de uma retrospectiva do artista cearense, falecido em 1954,  na qual se apresenta um recorte expressivo da sua produção artística.

Raimundo Cela fez sua primeira exposição individual em 1945, no MNBA, durante a gestão de Oswaldo Teixeira.

Como lembra a atual diretora do museu, Monica Xexéo, “Cela, cujo trabalho é rigoroso, refinado e vibrante, possui uma trajetória própria e diferenciada de seus contemporâneos, como Antonio Bandeira e Aldemir Martins”, explica. “Exímio gravador, autor de escrita própria, suas obras, formalmente inovadoras, ultrapassam o tempo em que foram criadas”.

A exposição busca resgatar a obra de um realizador muito respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral.

Academicismo e abolição
São apresentadas cerca de 50 obras. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra inicia com os primeiros trabalhos do artista, marcados pela influência do academicismo. Nessa fase, destaca-se a obra Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Um dos grandes destaques da exposição, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de março de 1884, o Ceará, também é retratado pelo artista através dos tipos da sua terra natal, representando pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, como numa série de obras criadas entre 1940 e 1946.

A exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2016 no MNBA (Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia). Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA

Museus Ibram/MinC comemoram Dia Internacional dos Direitos Humanos

Dois museus ligados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) têm programação gratuita em torno do Dia Internacional dos Direitos Humanos. 10 de dezembro foi a data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1950 para lembrar a importância da Declaração Universal do Direitos Humanos como marco regulador das relações entre governos e pessoas.

O Museu da Abolição/Ibram, localizado no Recife (PE), promove no próprio dia 10 de dezembro, uma mostra de música que celebra a data: Abolisound. Haverá shows das 10h às 22h, com a apresentação de bandas que utilizam o Laboratório de Experimentação Musical do Museu da Abolição – projeto que oferece espaço gratuito para músicos criarem e compartilharem suas composições.

As exposições do museu também estarão abertas ao público. Haverá ainda uma feira de artesanato das 15h às 22h.  O Museu da Abolição localiza-se à Rua Benfica, n° 1150, Madalena. Saiba mais.

 

Tradições populares
Já em Vassouras (RJ), o Museu Casa da Hera/Ibram, nos dias 9 e 10 de dezembro, organiza atividades em torno do tema Igualdade de Direitos – cujo intuito é ampliar o debate acerca da luta contra o preconceito a partir da valorização das manifestações culturais.

No dia 9 apresentam-se grupos que cultivam tradições que remontam ao século XIX no Vale do Paraíba fluminense, como jongo (foto), maculelê e capoeira. E no dia 10 acontecem palestras com representantes da Universidade Severino Sombra, Memorial Judaico de Vassouras e Conselho Estadual dos Direitos dos Negros. O evento conta ainda com apoio da prefeitura local. Veja a programação completa.

Texto: Divulgação museus Casa da Hera e Abolição
Foto: Casa da Hera/divulgação