Exposição no Museu Lasar Segall exibe seleção de desenhos do artista

Exposição traz 55 desenhos do artista lituano naturalizado brasileiro, dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição.

Exposição traz 55 desenhos do artista lituano naturalizado brasileiro, dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição.

O Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP), inaugurou no último sábado (20) exposição que exibe panorama de uma faceta menos conhecida do artista lituano naturalizado brasileiro (1889-1957): suas experimentações em desenho sobre papel.

Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra “O desenho de Lasar Segall” traz 55 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.

Organizada a partir de uma cronologia flexível, a exposição apresenta lado a lado e de maneira não-hierárquica uma seleção de trabalhos, alguns assinados, outros estudos, exercícios acadêmicos e anotações visuais, no intuito de evidenciar as diversas formas e estratégias formais do artista.

A exposição poderá ser visitada no Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111 | São Paulo – SP) até 17 de junho de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h. A entrada é gratuita.

Exposição reúne 10 artistas negros contemporâneos no Museu da Abolição

mostra reúne a produção visual de dez artistas negros contemporâneos, levantando importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira.

Mostra reúne a produção visual de dez artistas negros contemporâneos, levantando questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira.

O Museu da Abolição, em Recife (PE), abre nesta sexta-feira (19) a exposição coletiva “Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros”. A mostra reúne a produção visual de dez artistas negros contemporâneos, levantando importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira.

A exposição foi concebida em 2016 quando a professora e pesquisadora Joana D´Arc Souza Lima realizava pesquisa sobre arte africana e se confrontou com a ausência do corpo negro nas exposições, acervos, escolas, museus e academia. Naquele momento, a pesquisadora se aproximou da artista negra paulista Rosana Paulino, que é também pesquisadora e ativista do movimento negro.

“Foi a partir desse estudo e dessa aproximação com a arte negra, e de um diálogo intenso com Rosana, que pensei em trazer para o Recife essa exposição”, explica Joana D’Arc, curadora da mostra. “Escolhi artistas contemporâneos negros e negras que trabalham em diferentes dimensões das questões que subjazem ao tema da cultura africana e da cultura afro-brasileira, passando pela mitologia Uoruba, pelas religiosidades afro-brasileiras, pela crítica social, pela oralidade e ancestralidade, para ocupar esse espaço museológico”, completa.

Além de Rosana Paulino (SP), coletiva “Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros” traz obras em suportes diversos de Ana Lira (PE), Dalton Paula (GO), Edson Barrus (PE), Izidoro Cavalcanti (PE), José Barbosa (PE), Maré de Matos (MG/PE), Moisés Patrício (SP), Priscila Rezende (MG) e Renata Felinto (SP/CE).

A exposição tem sua abertura nesta sexta-feira (19) às 19h e fica em cartaz até 16 de dezembro (segunda a sexta, das 9h às 17; sábados, das 13h às 17h). O Museu da Abolição, que é vinculado ao Ibram, está situado na Rua Benfica, 1150 – Madalena, em Recife (PE).

MNBA inaugura exposição sobre representação do negro na arte


“Redenção de Cã” (1895), óleo sobre tela de Modesto Brocos (1852-1936) que integra a exposição.

No final do mês que marcou a passagem dos 130 anos de assinatura da Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou na última quarta-feira (30) exposição que lança um olhar sobre as múltiplas representações do negro, bem como de seus protagonismos, encontradas em diversas obras pertencentes ao acervo da instituição.

“Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do MNBA” apresenta ao público cerca de 80 obras inseridas no contexto de épocas específicas, dispostas num fio condutor que perpassa o período colonial, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual. No percurso, as múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Da escravização à ideologia do “branqueamento” – tese racista, defendida pelas elites, segundo a qual, através da imigração europeia e da mestiçagem, o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas – passando pelo mito da democracia racial, a exposição revela como os discursos sobre raça tomaram formas diferentes ao longo da história brasileira.

Em paralelo à exposição, que pode ser visitada até 19 de setembro, o MNBA promove até o próximo dia 13 uma série de oficinas criativas em torno do assunto, abertas ao público. A próxima delas acontece na próxima quinta-feira (7), das 14h às 15h30, com o tema “Artes e Oralidade: a Memória como matéria-prima do sujeito preto” (distribuição de senhas com 1h de antecedência). Saiba mais.

Wilson Piran – O MNBA também inaugurou, no último dia 30, a exposição “Nem tudo que brilha é ouro”, que apresenta 26 objetos e esculturas de diferentes materiais de autoria do artista plástico Wilson Piran – todos recobertos de falso ouro.

Nascido em Nova Friburgo (RJ) e ex-aluno da antiga Escola Nacional de Belas Artes, Piran apresentou sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes em 1977. Mais de quatro décadas depois, o artista plástico exibe na instituição sua produção caracterizada pela busca de poesia nas dúvidas e incertezas do artista e da própria arte. A exposição pode ser visitada até 9 de setembro de terça a sexta, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h.

Oriente e geometria inspiram exposição na Galeria do Lago, no RJ

A Galeria do Lago, do Museu da República, abre nesta sexta-feira (29) exposição dos artistas visuais contemporâneos Rosana Ricalde Felipe Barbosa, com estilos distintos e a proposta comum de pensar as diferenças, reformular conceitos e direcionar o olhar para o mundo atual fazendo conexões.

“Geodésia e Gelosia” é a próxima exposição a estrear na Galeria do Lago, que apresenta programas contínuos de exposições de arte contemporânea que visam a discutir aspectos da produção da arte atual.

Com curadoria de Isabel Portella, “Geodésia e Gelosia” traz, pelo lado da artista Rosana Ricalde, o resultado de pesquisa em torno da cultura oriental, como os legados árabes na literatura, arquitetura e elementos decorativos, entre outros. Rosana voltou-se especialmente para as grades de madeira postas nas janelas, as gelosias.

Do artista Felipe Barbosa, serão apresentados trabalhos que, como uma oposição à geometria de arabescos, se caracterizam por sua eficiência em usar menos material para o máximo rendimento, resultado de pesquisa sobre a relação entre geometria e economia.

A exposição “Geodésia e Gelosia” fica em cartaz até o dia 1º de maio de terça a sexta-feira das 10h às 17h e aos sábados e domingos das 12h às 18h. A Galeria do Lago está localizada nos jardins do Museu da República (Rua do Catete, 153 – Catete), no Rio de Janeiro (RJ).

MHN inaugura mostra “Gênio Italiano: Inovações que mudam o mundo”

Será inaugurada nesta segunda-feira, 10 de setembro, às 19h, a mostra Gênio Italiano: Inovações que mudam o mundo no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. A exposição fica aberta ao público do dia 11 de setembro até o dia 14 de outubro e é uma promoção da Fondazione Rosselli em colaboração com a Tim e o Instituto Italiano Di Cultura.

A exposição Gênio Italiano: Inovações que mudam o mundo é uma mostra sobre os objetos da vida quotidiana que mudaram o modo de viver da Itália e na base dos quais esta presente a capacidade cientifica e tecnológica do país.

A ciência seja ela de base ou aplicada, é sempre a descoberta do novo, e o novo muda nosso modo de viver. A partir da pesquisa de base, através das aplicações industriais, mas também do simples “fazer” e do direto conhecimento dos materiais e procedimentos, freqüentemente fomos levados a produtos ou descoberta que melhoraram nossas vidas.

Somente em 1861 a Itália alcançou a unidade política e isso aconteceu contemporaneamente à passagem de uma sociedade artesanal e agrícola para uma nação industrializada. As invenções e as inovações que marcaram os últimos 150 anos da nossa historia talvez sejam as mais vivas e significativas provas de uma mudança na qual o gênio italiano soube se sobressair ultrapassando as próprias fronteiras geográficas.

O percurso da exposição se articula em cinco ambientes, que contam o impacto das invenções na vida das pessoas; no intimo e no quotidiano (viver o novo), no tempo livre e no se locomover (viajar é conhecer), no ambiente de trabalho (trabalhar com eficácia), em relação à medicina e à saúde (curar é viver) e na infinita relação do homem com o sutil limite entre conhecido e desconhecido (superar as fronteiras).

Fonte: Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação MHN