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Uma das primeiras
ações do Ministério da Cultura, na gestão 2003-2006, foi propor
linhas programáticas para uma política nacional voltada para o
setor museológico brasileiro. Após um longo e proveitoso debate
com a comunidade museológica, o Ministério da Cultura lançou no
mês de maio de 2003, as bases da política do governo federal
para o setor, com a apresentação do caderno Política
Nacional de Museus – Memória e Cidadania.
O objetivo da política, disposto no documento, é “promover a
valorização, a preservação e a fruição do patrimônio cultural
brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão
social e cidadania, por meio do desenvolvimento e da
revitalização das instituições museológicas existentes e pelo
fomento à criação de novos processos de produção e
institucionalização de memórias constitutivas da diversidade
social, étnica e cultural do país”.
Para tanto, a Política Nacional de Museus apresenta sete eixos
programáticos, que norteiam as ações a serem desenvolvidas:
1) Gestão e configuração do campo museológico,
2) Democratização e acesso aos bens culturais,
3) Formação e capacitação de recursos humanos,
4) Informatização de museus,
5) Modernização de infra-estruturas museológicas,
6) Financiamento e fomento para museus e 7) Aquisição e
gerenciamento de acervos museológicos.
Compreendendo que toda e qualquer política pública somente se
consolida quando apropriada pela sociedade, o governo federal
criou o Sistema Brasileiro de Museus, órgão responsável pela
gestão da Política Nacional de Museus. O caráter abrangente e
democrático de sua estrutura visa a torná-lo um instrumento
legítimo de desenvolvimento do setor museológico brasileiro. |