Obras do Museu Lasar Segall integram mostra sobre modernismo na Alemanha

Duas obras pertencentes ao acervo do Museu Lasar Segall (Ibram/MinC), de São Paulo (SP), são destaques na mostra Na rede do Modenismo, em cartaz na instituição Staatliche Kunstsammlungen Dresden, na cidade de Dresden, Alemanha. A mostra foi inaugurada no dia 27 de setembro.

Eternos Caminhantes, de Lasar Segall (1919), pertence hoje ao acervo do museu dedicado ao artista em SP

Os dois trabalhos, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, guardam intrínseca relação com a história da arte moderna alemã.

A primeira delas é um retrato a lápis do crítico de arte alemão Will Grohmann, homenageado pela mostra; a segunda é o óleo sobre tela Eternos caminhantes, de 1919.

Adquirida em 1920, do próprio Segall, pelo Museu da Cidade de Dresden, Eternos caminhantes foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna.

Recepção alemã
Durante a Segunda Guerra, a tela, um dos melhores exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães. Finda a guerra, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall em 1967.

“Dresden nunca mais viu esta obra, que foi recebida agora com grande expectativa e comemorada em lugar de honra na exposição”, conta o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz. “Em meio a uma enormidade de obras expostas, foi uma das únicas que mereceu uma parede inteira, logo na entrada do espaço expositivo”.

O reconhecimento da importância de Lasar Segall para a história da arte moderna alemã é expresso também nas seis páginas dedicadas ao artista no catálogo da mostra, que segue em cartaz até 6 de janeiro de 2013, quando as duas obras retornam ao Brasil.

Texto: Bruno Aragão – Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

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