Nota pública sobre venda de obra de Jackson Pollock pertencente ao MAM Rio

Foi com surpresa que recebemos a notícia, veiculada pela imprensa carioca no último domingo (18), sobre a decisão do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) de desfazer-se da pintura “No.16” (1950), de autoria do pintor norte-americano Jackson Pollock (1912-1956) e integrante de seu acervo desde 1954, como parte de estratégia para tornar aquele museu autossustentável.

Temos pleno conhecimento com relação às profundas dificuldades financeiras que se apresentam aos museus brasileiros no cenário atual e não podemos deixar de reconhecer o esforço dos gestores dessas instituições em buscar alternativas para enfrentar este momento adverso. Gostaríamos, no entanto, de ponderar que a preservação de seus acervos é objetivo primordial dos museus brasileiros e imperiosa obrigatoriedade para suas atuações.

Cabe registrar que os preceitos éticos que norteiam a gestão dos museus acolhem a possibilidade de venda de obras unicamente se a renda obtida for integralmente destinada à aquisição de outras obras, dentro de uma política de aprimoramento de acervos. No caso presente, a situação é ainda mais delicada, por tratar-se da única obra do artista no acervo do MAM Rio.

Solicitamos assim, respeitosamente, a suspensão desta decisão, para que possamos pensar de forma conjunta, em diálogo com as demais instâncias governamentais e sociedade civil, outras soluções possíveis para os desafios atualmente enfrentados pelo MAM Rio. Nos colocamos desde já à disposição.

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