No Recife, Museu da Abolição recebe escultura doada pela Receita Federal

O Museu da Abolição/Ibram, localizado no Recife (PE), recebeu na terça-feira (14), a escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp – doada pela Receita Federal ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). É a primeira vez que uma obra de arte apreendida pelo órgão é destinada a um museu do Ibram.

Escultura doada retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia

A escultura passou a pertencer à União após tentativa de importação com uso de documentos falsos na Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos (SP). A obra, cotada em cerca de R$ 61 mil no mercado internacional, havia sido declarada por apenas R$ 5 mil.

A escultura é feita de gesso e pátina de bronze. Ela tem 1,35m de altura e pesa cerca de 150kg. A obra retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia, país africano. Levemente avariada, a peça vai passar por restauro antes de ser exibida ao público.

A direção do Museu da Abolição avaliou que a obra está afinada com os propósitos de valorização das tradições originárias do continente africano e sua relação com a formação da sociedade brasileira atual, tema referencial da instituição. Saiba mais sobre o museu.

Parceria estratégica
Além de representar um ganho para o patrimônio artístico do Ibram, a doação evidencia os benefícios da cooperação entre os dois órgãos. O Ibram enviou a Campinas uma museóloga, que detectou aparentes divergências entre a obra declarada e aquela que se encontrava em Viracopos. A Receita Federal entrou em contato com a artista, que gentilmente emitiu novo certificado de autenticidade para a obra.

A partir deste caso, a tendência é que a interação entre os órgãos seja intensificada. A Receita Federal pode buscar o auxílio do Ibram sempre que tiver dúvidas sobre a identificação ou a autenticidade de obras de arte.

Durante um processo que apure uma infração, por exemplo, quadros, esculturas e outras obras de arte podem ser mantidas em museus do Ibram para a melhor preservação das peças. Com isso, a Receita Federal ganha eficiência na identificação de obras de arte e os museus brasileiros podem ganhar obras que estejam sendo importadas irregularmente.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

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