Museu do Açude agrega três instalações a seu Circuito de Arte Contemporânea

acude 01O Museu do Açude, no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou no último domingo (31) três instalações que vêm a ampliar de forma permanente seu rico Circuito de Arte Contemporânea (foto), que já conta com obras de nomes consagrados como Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos, Helio Oiticica, Anna Maria Maiolino e Eduardo Coimbra.

As instalações foram produzidas pelos artistas Waltercio Caldas, José Resende e Angelo Venosa, que já conceberam esculturas de grande porte para importantes espaços urbanos do Rio de Janeiro e criaram as novas obras especialmente para o espaço, estabelecendo uma relação com a história da Floresta da Tijuca, onde está situado o Museu do Açude.

Com uma obra em aço inoxidável de 14 metros de altura por seis de largura, o carioca Waltercio Caldas usou a grama da floresta como parte de sua produção, que trabalha a relação do azul do objeto com o próprio céu. “É uma situação pensada no espectador. O trabalho é o motivo para as pessoas experimentarem o lugar e se relacionarem com o entorno”, explica Waltercio.

Autor de uma escultura que foi devastada por uma tempestade em 2002, o artista paulista José Resende foi convidado a criar uma nova instalação, que ficará junto à sede do museu. “Propus uma peça que tem a ver com a poética do trabalho anterior. Uma linha reta, solta no espaço, que aparece inesperadamente, feita com tubo de aço e placas de granito cinza claro”, explica.

Filho de marceneiro, Angelo Venosa apresentará um objeto feito em madeira, com técnica usada em construção de barcos. A obra, de forma arredondada, mede aproximadamente 2,4 metros nas três dimensões, com peso estimado de 300kg. “Não poderia estar em melhor companhia, são dois artistas que admiro bastante”, diz o artista sobre os parceiros de intervenção no Museu do Açude.

Os trabalhos de Waltercio Caldas e Angelo Venosa para o Museu do Açude contam com o patrocínio da Bradesco Seguros, integrando a programação das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Já a obra de José Resende, uma antiga dívida do museu com o artista, está sendo feita com recursos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Ministério da Cultura.

É uma honra para o Museu do Açude receber essas novas peças pensadas por esses três gigantes da arte brasileira”, comemora Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya (Museu do Açude e Museu da Chácara do Céu).

O Circuito de Arte Contemporânea do Museu do Açude pode ser visitado diariamente, exceto às terças-feiras, das 11 às 17h. O museu está localizado na Estrada do Açude, 764, Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro (RJ).

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