Museu da Chácara do Céu recebe recursos para construção do Anexo

Os Museus Castro Maya – Chácara do Céu e Museu do Açude, do Rio de Janeiro, celebram nesta segunda-feira, 28/2, a assinatura de contrato entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Cultural dos Amigos dos Museus Castro Maya. O contrato prevê a concessão, pelo BNDES, de colaboração financeira não reembolsável no valor de R$ 6,2 milhões. Os recursos serão usados na construção do Anexo do Céu e do novo acesso do museu. A verba também custeará obras de contenção e recuperação das encostas dos dois museus Castro Maya (Chácara do Céu, em Santa Teresa, e Museu do Açude, no Alto da Boa Vista), atingidos pelas chuvas de abril de 2010. Os recursos necessários à complementação das obras, estimados em R$ 4,8 milhões, serão destinados pelo Ministério da Cultura.

A assinatura do contrato será celebrada em encontro no Museu da Chácara do Céu (Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa), ao meio-dia de segunda-feira, 28, com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), José do Nascimento Junior; do vice-presidente do BNDES, Armando Mariante Carvalho, e da diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar. O presidente da Associação Cultural dos Amigos dos Museus, Samuel Kauffmann, e integrantes da entidade também estarão presentes.

O evento marcará ainda a abertura da exposição Carybé 100 anos. A exposição comemora o centenário de nascimento do artista argentino naturalizado brasileiro que se dedicou à representação de uma iconografia brasileira com destaque para a cultura popular. Os desenhos e gravuras apresentados e também as matrizes, livros raros e documentos pertencem ao acervo Castro Maya.

Anexo do Céu – O anexo do Museu da Chácara do Céu abrigará a reserva técnica do museu, que hoje ocupa espaços inadequados no prédio originalmente construído, nos anos 1950, para ser a residência do industrial, advogado, mecenas e colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya. Haverá ainda salas para atendimento a pesquisadores, jardim de esculturas, auditório, loja e cafeteria. A obra, já licenciada pelos órgãos ambientais e pelo Iphan, inclui acesso para pedestres desde a calçada até a entrada principal. Atualmente, a única entrada é para carros, e os visitantes que usam transporte coletivo precisam percorrer um longo caminho em aclive para chegar ao museu.

Coleções – O acervo do Museu da Chácara do Céu inclui coleção de arte européia (com pinturas, desenhos e gravuras de artistas como Matisse, Modigliani, Degas, Seurat, Miró), coleção de arte brasileira (formada principalmente por trabalhos de artistas modernos, entre eles Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira e um importante conjunto de obras de Portinari, hoje considerado o maior acervo público do artista) e a coleção Brasiliana, que inclui mapas dos séculos XVII e XVIII, pinturas a óleo, aquarelas, guaches, desenhos e gravuras de viajantes do século XIX, como Rugendas, Chamberlain e Taunay, e mais de 500 originais de Jean-Baptiste Debret. O museu abriga a Biblioteca Castro Maya, com cerca de oito mil títulos entre livros de arte, literatura brasileira e européia e também algumas das mais importantes publicações dos primeiros viajantes do século XIX. O acervo e a propriedade de Santa Teresa (assim como o acervo e a residência do Museu do Açude) foram doados por Castro Maya à fundação criada por ele em 1962 e que levava seu nome. Em 1983, a fundação foi incorporada pelo governo federal, e hoje os dois museus integram a estrutura do Ibram/MinC.

Informações para a imprensa:
·         Museu da Chácara do Céu, com Vera de Alencar, diretora, ou Anna Paola Baptista, curadora da exposição Carybé 100 Anos: (21) 3970-1209 e 3970-1093
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