MNBA inaugura exposição sobre representação do negro na arte


“Redenção de Cã” (1895), óleo sobre tela de Modesto Brocos (1852-1936) que integra a exposição.

No final do mês que marcou a passagem dos 130 anos de assinatura da Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou na última quarta-feira (30) exposição que lança um olhar sobre as múltiplas representações do negro, bem como de seus protagonismos, encontradas em diversas obras pertencentes ao acervo da instituição.

“Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do MNBA” apresenta ao público cerca de 80 obras inseridas no contexto de épocas específicas, dispostas num fio condutor que perpassa o período colonial, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual. No percurso, as múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Da escravização à ideologia do “branqueamento” – tese racista, defendida pelas elites, segundo a qual, através da imigração europeia e da mestiçagem, o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas – passando pelo mito da democracia racial, a exposição revela como os discursos sobre raça tomaram formas diferentes ao longo da história brasileira.

Em paralelo à exposição, que pode ser visitada até 19 de setembro, o MNBA promove até o próximo dia 13 uma série de oficinas criativas em torno do assunto, abertas ao público. A próxima delas acontece na próxima quinta-feira (7), das 14h às 15h30, com o tema “Artes e Oralidade: a Memória como matéria-prima do sujeito preto” (distribuição de senhas com 1h de antecedência). Saiba mais.

Wilson Piran – O MNBA também inaugurou, no último dia 30, a exposição “Nem tudo que brilha é ouro”, que apresenta 26 objetos e esculturas de diferentes materiais de autoria do artista plástico Wilson Piran – todos recobertos de falso ouro.

Nascido em Nova Friburgo (RJ) e ex-aluno da antiga Escola Nacional de Belas Artes, Piran apresentou sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes em 1977. Mais de quatro décadas depois, o artista plástico exibe na instituição sua produção caracterizada pela busca de poesia nas dúvidas e incertezas do artista e da própria arte. A exposição pode ser visitada até 9 de setembro de terça a sexta, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h.

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