MAB encerra o ano com exibição de obras doadas pela Receita

MAB já recebeu da Receita um total de 118 bens culturais; doações têm proporcionado ampliação de acervo e formação de novas coleções.

MAB já recebeu da Receita um total de 118 bens culturais; doações têm proporcionado ampliação de acervo e formação de novas coleções.

O Museu da Abolição (MAB), em Recife (PE), inaugura nesta quinta-feira (14), às 19h, a exposição “Novos Objetos: Novas Coleções”. A mostra vai exibir obras integradas ao acervo do museu a partir da contribuição da Receita Federal do Brasil (RFB) – que, amparada na Lei 12.840, tem destinado bens de valor cultural, artístico ou histórico aos museus públicos federais.

A nova lei, que entrou em vigor em 2013, considera disponíveis para ser destinados aos museus federais bens que tenham sido apreendidos em controle aduaneiro ou fiscal, abandonados ou objeto de pagamento de dívida. O Museu da Abolição já recebeu da RFB um total de 118 bens culturais.

O conjunto doado inclui três esculturas, cinco telas de arte contemporânea, um livro com reprodução de gravuras de Jean-Baptiste Debret e 109 objetos de origem africana, constituídos de diversos tipos de suporte: madeira, tecido, miçangas, metal, vidro, pelos de animais, sementes e outros, representativos de mais de vinte etnias daquele continente.

É este grupo de bens culturais que agora compõe a exposição “Novos Objetos: Novas Coleções”, que será dividida em três salas, com as temáticas Representações do negro entre os séculos XIX e XX; Arte Contemporânea; e Arte Africana. Na abertura, será também lançado catálogo explicativo sobre todas as obras.

Ampliação do acervo e novas coleções

Para a diretora do Museu da Abolição, Maria Elisabete Arruda, a missão institucional do MAB, que é a de “preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes”, sai fortalecida com a aquisição dos objetos que agora são apresentados ao público.

“O MAB vem se beneficiando deste tipo de aquisição por transferência da Receita, que tem proporcionado não só a ampliação dos seus acervos, mas, sobretudo, a formação de novas coleções”, explica a diretora. “Do mesmo modo, o público também se beneficia, pois obras antes inacessíveis por serem de propriedade privada agora estão disponíveis aos diversos públicos”, completa.

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