Ibram e Diocese de Goiás revisam o termo de cessão do Museu de Arte Sacra da Boa Morte

Imagem de Santana Mestra, restaurada em 2016 graças a atuação do Ibram.

Imagem de Santana Mestra, restaurada em 2016 graças a atuação do Ibram.

Na terça-feira (2), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Diocese de Goiás realizaram uma reunião para tratativas de revisão do termo de cessão do Museu de Arte Sacra da Boa Morte. Participaram da reunião a Procuradora Chefe do Instituto Brasileiro de Museus, Drª Eliana Sartori, o Diretor do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, Tony Boita, a Diretora Substituta do museu, Tatielle Brito Nepomuceno, e representando a Diocese de Goiás, o Bispo Dom Eugênio Rixen, além dos representantes do Conselho Diocesano, Antolinda Borges, Marlene Velasco, Elder Camargo e Heber Rezende.

Na reunião, foi discutida a revisão do termo de cessão entre as partes, buscando do aprimoramento do diálogo e em respeito às dinâmicas de ambas as instituições. Segundo o Diretor do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, Tony Boita, “a reunião fortalecerá as ações estratégicas do Ibram, visando a difusão, educação, pesquisa e preservação do acervo de arte sacra, além de, estimular e garantir as manifestações religiosas, de devoção e fé na Cidade de Goiás. Com a revisão do termo de cessão, o Ibram terá maior autonomia para gerir e desenvolver ações definidas na lei 11904/2009”.

Desde sua criação, o Museu de Arte Sacra da Boa Morte pertenceu Diocese de Goiás. Em 2009, a partir da lei 11906 e mediante a um termo de cessão, passou a ser vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus. Com o termo de cessão, o Ibram passou a preservar, conservar, documentar, proteger e guardar os bens culturais musealizados, graças a um investimento anual médio de R$333.097,08, de orçamento garantido pela União.

No dia 12 de junho, o Museu de Arte Sacra da Boa Morte/Ibram recebeu o Certificado de Conformidade expedido pelo 12° Batalhão do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. A vistoria apontou, o Museu atende às normas de segurança contra incêndio e pânico, bem como apresenta regularidade quanto à sinalização dos extintores, às saídas de emergência e às instalações elétricas. Tal ação resultou da orientação do Ministério Público de Goiás (MPF) para que o Museu obtivesse a aprovação dos bombeiros quanto ao Plano de Prevenção e Proteção contra incêndios e pânicos, e foi conquistada graças ao trabalho coordenado entre Ibram, Iphan e Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás.

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte foi fundado em 1968 e aberto ao público em 1969, motivo de comemoração dos 50 anos do museu em outubro deste ano. Na sua criação, o Museu absorveu o acervo do antigo Museu da Cúria e ocupou a antiga Igreja da Boa Morte. Ainda hoje, tais peças são utilizadas em eventos religiosos da cidade.

Seu acervo é constituído por mais de 900 peças, entre esculturas de arte sacra, objetos religiosos, pratarias e indumentárias religiosas dos séculos XVIII e XIX. Inicialmente, o acervo foi adquirido através de compra de 20 peças de um antiquário feita por Dom Cândido; com seu falecimento, as coletas continuaram, mas desta vez pelo seu substituto, Dom Abel Camelo. No conjunto, destacam-se as peças de arte sacra feitas por José Joaquim da Veiga Valle.

Diante de um acervo sacro-cristão, o Museu de Arte Sacra da Boa Morte visa contribuir para a promoção da dignidade humana, universalização do acesso e respeito à diversidade cultural e religiosa e, em 2018, recebeu um público de 13.726 pessoas, com visitação aquecida por diversas ações voltadas ao público escolar.

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