Forte Defensor Perpétuo de Paraty promove replantio de espécies nativas

O Forte Defensor Perpétuo de Paraty (RJ) recebeu 250 mudas do Horto Municipal para replantio no Morro do Forte. As espécies nativas da Mata Atlântica, como palmito juçara, ipê amarelo, ipê roxo, cedro, jatobá, cambucá, amora, e  mesmo mudas de café, começaram a ser plantadas.

Algumas delas, como os ipês, o cedro e o jatobá, podem levar até 40 anos para atingir a fase adulta. O palmito juçara, ameaçado de extinção em função da extração predatória, leva 19 anos até a fase adulta. Cambucá, amora e café levam cerca de oito anos.

O plantio das mudas, doadas pelo Horto Florestal, será feito também no alto do Morro do Forte, uma área hoje de mata fechada, mas que guarda as marcas da primeira ocupação da antiga vila de Paraty.

Projeto
O replantio dessas espécies é a primeira etapa do projeto de recomposição da mata nativa do Morro do Forte.

Uma trilha no alto do morro está sendo recuperada em parceria com o engenheiro florestal Nei França, do Instituto Chico Mendes (ICMBio/MMA). Tanto a domesticação da trilha já existente como o plantio das mudas integram um conjunto de propostas para a criação de um futuro parque no Morro do Forte.

A criação deste parque atenderia a demandas da comunidade local e de turistas, visando a prática de lazer, educação ambiental e turismo ecológico, criando uma nova atração turística junto ao Centro Histórico.

Parque do Morro do Forte

O projeto original do parque, datado de 1993 e executado parcialmente, previa, entre outras coisas, uma trilha sinalizada por dentro da mata; a criação de uma praça com espécies ornamentais – montada com artúrios, bromélias, samambaia-uçu, orquídeas, helicônias, avencas, begônias e palmeiras; a adaptação de uma concha acústica natural dentro da mata para funcionar como anfiteatro; e um marco em homenagem à fundação do vilarejo de Paraty, próximo às ruínas ali existentes.

Também constavam do projeto o enriquecimento do bosque com espécies primárias, secundárias e principalmente ornamentais, revitalizando os jardins do entorno do prédio colonial principal, onde hoje funciona o museu Forte Defensor Perpétuo, e a construção de mirantes com a abertura do dossel florestal, com vistas pra o Centro Histórico, Ilhas e Jabaquara.

O projeto foi retomado em 2013 e, nos últimos dias, teve início o trabalho de reabertura da antiga trilha. O parque do Morro do Forte tem uma área prevista de 13 hectares.

Texto e fotos: Divulgação Forte Defensor Perpétuo
Edição: Ascom/Ibram
Última edição: 23.9.2014

Publicado em

2 comentários para “Forte Defensor Perpétuo de Paraty promove replantio de espécies nativas

  1. Olá, acho que há um engano na matéria de vocês e se sim, também no trabalho, o café não é originário do Brasil e sim de locais da África. Seria importante rever isso no projeto, não?

    • Cara Michele, agradecemos seu comentário. Mesmo não sendo originária do Brasil, a planta do café (Coffea arabica) se expandiu pelas regiões de Mata Atlântica do sudeste brasileiro, em especial Vale do Paraíba, sendo um dos fatores de desenvolvimento do país, mas também de destruição para a mata nativa. Tendo em vista todas as outras mudas citadas na matéria serem da região, houve um erro na edição final, agora corrigido.

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