Coleção Geyer é Patrimônio da Humanidade

Aquarela e guache sobre papel: retrato da São Clemente, em Botafogo – Coleção Geyer.

Aquarela e guache sobre papel: retrato da São Clemente, em Botafogo – Coleção Geyer.

A candidatura Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada pelo Museu Imperial/Ibram, foi aprovada durante reunião do Comitê Brasileiro do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil) e será inscrita no Registro Nacional do Brasil do programa da referida organização.

“Vemos que os temas dessa verdadeira brasiliana partem do particular, o Rio de Janeiro, para o geral, o Brasil. A difusão das imagens em tempo quase simultâneo à sua produção foi ampliada pela intensa atividade editorial ligada ao tema das viagens, conferindo a essa coleção status de patrimônio documental do país” – explica diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior.

Na mesma reunião, ocorrida nos dias 22 e 23 de setembro no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, Maurício Vicente foi eleito presidente do Comitê Brasileiro do Programa Memória do Mundo da UNESCO, com mandato até outubro de 2017.

Os dez conjuntos aprovados, dentre as 30 candidaturas habilitadas para análise, serão inscritos no referido programa por meio de portaria do Ministério da Cultura a ser publicada oportunamente no Diário Oficial da União. Veja lista aqui.

A Coleção

Doada ao Museu Imperial pelo casal Maria Cecília e Paulo Geyer, em 1999, a coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras. Com o falecimento dos doadores, o Museu Imperial assumiu a coleção e a edificação que a abriga, em uma área de 12 mil m², localizada no bairro do Cosme Velho, na capital fluminense. A casa, que deverá ser aberta ao público em 2016, será uma subunidade do Museu Imperial.

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2 comentários para “Coleção Geyer é Patrimônio da Humanidade

  1. É um equívoco da manchete considerar o Programa Memória do Mundo como Patrimônio da Humanidade, que é uma lista completamente diferente da UNESCO. Um erro grave para a comunicação institucional do IBRAM, que deveria ser referência na área. Além disso, o texto mostra que a Coleçao Geyer foi inscrita (ou vai ser) no Registro NACIONAL do Programa, ou seja, ainda tem que galgar a etapa Regional (América Latina e Caribe) para almejar o Registro Mundial do Programa.

    • Prezado,

      De fato, o Programa Memória do Mundo da UNESCO possui três âmbitos: o nacional; o regional, que para nós é identificado como Programa Memória do Mundo para a América Latina e o Caribe; e o internacional. Quando um conjunto documental (arquivístico e/ou bibliográfico) é inscrito em um dos três registros, a própria UNESCO reconhece que o status da inscrição equivale ao título Patrimônio da Humanidade, que é concedido aos bens construídos, como o Cristo Redentor. Cabe, ainda, esclarecer que o conjunto documental “Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX)” já foi inscrito no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO, um reconhecimento à sua importância.

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