Carlos Roberto Brandão assume a presidência do Ibram

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Carlos Roberto Ferreira Brandão, tomou posse na manhã desta quarta-feira (25), em Brasília (DF). A cerimônia de posse, que teve lugar no edifício-sede do órgão, contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do ex-presidente do Ibram, Angelo Oswaldo.

Também participaram do ato a presidente do Iphan, Jurema Machado, os embaixadores do México, Holanda e Bélgica, representantes do Conselho Internacional de Museus (Icom), do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico, do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus e da Universidade de São Paulo (USP), diretores do Ibram, servidores e convidados.

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Novo presidente do Ibram afirmou seu compromisso com a Política Nacional de Museus, de cuja formulação participou.

Ex-diretor do Museu de Zoologia da USP, Carlos Roberto Brandão passa a ocupar o cargo em substituição a Angelo Oswaldo, que presidiu o Ibram de julho de 2013 a dezembro de 2014 e deixou o posto para assumir a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

O novo presidente do Ibram, que é graduado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade de São Paulo (USP), foi também pesquisador associado do Museu Americano de História Natural, colabora com comitês editoriais de revistas no Brasil e no exterior e integra a Câmara Setorial de Museus da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Brandão foi membro suplente do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, representando o setor de museus, membro do Comitê Executivo do Conselho Internacional de Museus (Icom) entre 2010 e 2013 e presidente do Comitê Brasileiro do Icom no período de 2006 a 2010.

Trajetória

Em sua primeira fala após a transmissão do cargo, o presidente empossado fez um resumo de sua trajetória na área museológica e afirmou seu compromisso com a Política Nacional de Museus, de cuja formulação participou como convidado – assim como da formulação do Estatuto de Museus e do ato de fundação do Ibram, em 2009 – destacando o amadurecimento do setor nos últimos anos.

“O Ibram consolidou a Política Nacional de Museus como política de Estado, política esta que já prevê formas de reflexão crítica e permanente nos nossos fóruns e encontros”, disse o novo presidente, ao citar ações desenvolvidas pelo Ibram nas áreas de fomento, informação, pesquisa e formação em Museologia, além de grandes eventos periódicos como a Semana Nacional de Museus, a Primavera dos Museus e o Fórum Nacional de Museus como indicativos de consolidação da PNM.

“Estes são antecedentes que apontam os muitos desafios para a gestão que se inicia”, afirmou Carlos Roberto Brandão, que destacou “a capacidade técnica, a disposição e empenho” que os servidores do Ibram espalhados pelo Brasil têm demonstrado e fez questão de firmar compromisso especial com a museologia social. “Os museus são uma reunião de saberes, objetos e conhecimentos que têm enorme potencial de transformar o mundo, de torná-lo mais justo e democrático. Esta tem sido uma marca do Ibram que pretendo manter e aprofundar”, disse.

Responsabilidade intransferível

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Ministro sublinhou a “qualidade técnica e experiência” do novo presidente e lembrou que o poder público continuará a ter papel central nas políticas para o setor de museus.

Após a assinatura do Termo de Posse, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que destacou os museus entre os equipamentos culturais que terão prioridade em sua gestão, sublinhou a “qualidade técnica e experiência” do novo presidente. Destacou também que o poder público continuará a ter, no próximo ciclo, papel central nas políticas para o setor de museus.

“Sou a favor da parceria público-privada, mas a responsabilidade do Estado é incontornável e intransferível, principalmente nesta área”, disse o ministro, para quem os museus brasileiros têm como tarefa criar, de forma inventiva, pertencimento dentro da diversidade – desafio ainda maior em tempos de restrição orçamentária.

“Precisamos fortalecer os nossos museus, tanto ampliando a rede quanto qualificando e dando condições aos técnicos, aos museólogos, de construírem uma estrutura que esteja à altura da grandeza do País”, disse Juca Ferreira. “O momento é de dificuldade e ajustes, mas esta é a hora de qualificar programas, projetos, ações e continuar a batalha por recursos. O Ibram prova que é possível, faça chuva ou sol, construir políticas culturais para o país”, concluiu o ministro.

Após a cerimônia de posse, Carlos Roberto Ferreira Brandão participou de bate-papo com os servidores do Ibram em Brasília, quando respondeu a dúvidas sobre seus projetos para o órgão. Nesta quinta-feira (26), o novo presidente do Ibram participa de reunião do Núcleo Estratégico do Ministério da Cultura.

 

Texto: Ascom/Ibram

Fotos: Ascom/Ibram e Janine Moraes (Ascom/MinC)

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