Histórico

O Programa Pontos de Memória tem como objetivo apoiar ações e iniciativas de reconhecimento e valorização da memória social. Com metodologia participativa e dialógica, os Pontos trabalham a memória de forma viva e dinâmica, como resultado de interações sociais e processos comunicacionais, os quais elegem aspectos do passado de acordo com as identidades e interesses dos componentes do grupo.

Os Pontos de Memória valorizam o protagonismo comunitário e concebem o museu como instrumento de mudança social e desenvolvimento sustentável. Em estágio pleno de desenvolvimento, são capazes de promover a melhoria da qualidade de vida da população e fortalecer as tradições locais e os laços de pertencimento, além de impulsionar o turismo e a economia local, contribuindo positivamente na redução da pobreza e violência.

Os primeiros Pontos de Memória
Inicialmente, foram desenvolvidos 12 Pontos de Memória, situados em comunidades populares nas seguintes cidades: Belém/PA (Comunidade de Terra Firme); Belo Horizonte/MG (Comunidade do Taquaril); Brasília/DF (Comunidade da Estrutural); Curitiba/PR (Comunidade do Sítio Cercado); Fortaleza/CE (Comunidade Grande Bom Jardim); Maceió (Comunidade do Jacintinho); Porto Alegre/RS (Comunidade da Lomba do Pinheiro); Recife/PE (Comunidade do Coque); Rio de Janeiro/RJ (Comunidades do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo); São Paulo/SP (Comunidade da Brasilândia); Salvador/BA (Comunidade do Beiru) e Vitória/ES (Comunidade do São Pedro).

Ampliação e Articulação em rede
A partir do Edital Prêmio Pontos de Memória 2011 e da articulação do Ibram, o Programa ganhou novo panorama – foi possível identificar mais de 150 iniciativas e propostas de Memória e Museologia Social no Brasil de diversas tipologias e 18, de comunidades de brasileiros no exterior.

Diante desse universo, o Instituto vem trabalhando na consolidação de uma política pública de direito à memória, pautada no diálogo e participação com diferentes grupos e movimentos sociais, governos locais e militantes, com o intuito de garantir que esse direito seja exercido por indígenas, quilombolas, povos de terreiro, mestres, praticantes, brincantes e grupos das culturas populares, urbanas, rurais, de fronteira, artistas e grupos artísticos independentes, como também segmentos populacionais etários específicos, de gênero, e/ou que requerem maior reconhecimento de seus direitos humanos, sociais e culturais.

Em linhas gerais, as ações de ampliação do Programa estão pautadas na qualificação e articulação em rede; difusão da metodologia e das iniciativas, por meio de publicações, e na realização encontros de intercâmbio.

Ações necessárias para o desenvolvimento dos Pontos de Memória:

§ Visitas de sensibilização e mobilização comunitária, por meio da oficina Museu, Memória e Cidadania;

§ Seminários ampliados de mobilização nas comunidades, para apresentação do programa e eleição de instâncias deliberativas;

§ Oficinas de qualificação;

§ Fortalecimento da Rede – Encontros nacionais de integração e articulação dos pontos;

§ Plano de ação – Cada ponto de memória desenvolve um planejamento para execução do projeto na comunidade, delineando o perfil de museu que pretende constituir;

§ Ações museais – Eventos e atividades que visam ampliar para toda a comunidade a discussão a respeito da memória local;

§ Inventário Participativo – Desenvolvimento processual e participativo do inventário, relacionando os bens que deverão compor o acervo do Ponto de Memória;

§ Ato Inaugural – Lançamento de uma exposição, publicação, documentário, dentre outros produtos de difusão, que marcarão a abertura dos Museus Comunitários.

O Programa Pontos de Memória é resultado de parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), Programa Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, e a Organização dos Estados Ibero–americanos (OEI).

Contatos: pontosdememoria@museus.gov.br/Telefones: (61) 3521.4433/4421/4413.